22/03/11

Nutrigenômica: interações entre genes e nutrientes

Nutrigenômica

Esta ciência tenta desvendar as relações entre genes e alimentos, já que estes compõem o principal fator ambiental que interfere na expressão gênica. O assunto é complexo, mas a cada dia novos estudos estão sendo feitos para responder de maneira mais específica a diversas perguntas relacionadas  aos alimentos e nosso corpo.

Estou compartilhando este texto de Carolina L.A. Barros, mas este assunto precisa ser mais explorado, vou pesquisar mais sobre o assunto e postar para vocês.

Os estudos mais recentes em relação à fisiopatologia de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus tipo 2, obesidade, câncer, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica, têm demonstrado que a principal causa dessas doenças são fatores ambientais que comprometem o sistema imunológico (PLAT; MENSINK, 2005).

Para compreender as características etiológicas das doenças crônicas e a influência desses fatores ambientais sobre o surgimento dessas doenças, foi criada a Nutrigenômica, que estuda as interações entre genes, dietas e hábitos de vida a fim de identificar os componentes dietéticos que influenciam o organismo de forma benéfica ou prejudicial (MIGGIANO; SANCTIS, 2006).

A nutrigenômica é uma ciência que estuda os processos pelos quais o alimento e os componentes alimentares influenciam os resultados genéticos, podendo resultar nas doenças crônicas atuais (DEBUSK, 2002).

A utilização desta ciência chamada nutrigenômica também tem evidência no surgimento de uma das doenças mais preocupantes no mundo moderno: a obesidade. Pesquisadores acreditam que o surgimento da obesidade acontece por uma interação entre gênese e ambiente (principalmente atividade física e alimentação). Porém, o foco da atualidade não é mais a simples ingestão demasiada de energia, mas sim a um envolvimento de genes com o equilíbrio energético e o apetite, peso corporal e adiposidade (SILVEIRA-RODRÍGUEZ; MARTÍNEZ-PIÑEIRO MUÑOZ; CARRARO-CASIERI, 2007).

Relacionando o aspecto genético com a obesidade, existem loccus em regiões cromossômicas do chamado “mapa genético” que estão inteiramente ligados à característica “obesidade”. Em um único gene múltiplas mutações acontecem, podendo ser citados os genes envolvidos no apetite e ingestão como Leptina LEP e seu receptor Ob-R. (SILVEIRA-RODRÍGUEZ; MARTÍNEZ-PIÑEIRO MUÑOZ; CARRARO-CASIERI, 2007).


De uma forma geral, a progressão de um fenótipo sadio a um fenótipo de disfunção crônica pode ser explicada pelas modificações na expressão gênica ou por diferenças nas atividades de proteínas e enzimas, sendo que os componentes da dieta regulam a expressão da informação genética (LOPES-MARQUES et al, 2004).

Não há mais dúvidas de que alguns componentes da dieta têm um papel chave na regulação da expressão genética. O genoma humano é sensível ao entorno nutricional, de forma que alguns genes podem modificar-se em resposta aos componentes da dieta, sejam eles de origem vegetal ou animal (LOPES-MARQUES et al, 2004).

Dessa forma, nutrientes e compostos bioativos modulam processos bioquímicos envolvidos no início, incidência, progressão e severidade das doenças, agindo na alteração da expressão gênica e seus produtos, sendo que seus efeitos são dependentes do estado de saúde, doença e da base genética de cada indivíduo (TRUJILLO; DAVIS; MILNER, 2006), bem como dos padrões de estilo de vida, principalmente aqueles relacionados à alimentação.

Sendo assim, a nutrigenômica surgiu com o intuito de criar uma dieta realmente personalizada, considerando não só o estado nutricional e as necessidades nutricionais baseadas na idade, na composição corporal, no trabalho e em atividades físicas, mas também considerar o genótipo de cada pessoa (MIGGIANO; SANCTIS, 2006).


http://www.nutricaoemfoco.com.br/pt-br/site.php?secao=geral-nefdebate&pub=5868

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